Homenagem a Patricia Pillar

Patricia Pillar nasceu em Brasília e se mudou para o Rio de Janeiro onde, ainda jovem, estudou na escola de teatro O Tablado. Participou do grupo teatral Astrúbal trouxe o trombone.

Estreou profissionalmente no teatro em 1981 e fez sua estréia na televisão em 1985. Ao longo de sua carreira na televisão esteve em mais de 20 novelas e seriados, interpretando personagens marcantes.

No cinema a estréia aconteceu em 1984 no filme Para viver um grande amor. Em 1991 protagonizou A maldição de Sanpaku, de José Joffily, que lhe rendeu três prêmios de melhor atriz.

Seguiram-se O menino maluquinho, O monge e a filha do carrasco e O quatrilho, este último indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Protagonizou em 1998 Amor & cia que lhe garantiu o segundo prêmio de Melhor Atriz no Festival de Brasília.

Em 2006, Patricia interpreta uma das personagens mais marcantes em sua carreira no cinema, a estilista Zuzu Angel, uma mulher que diante da tragédia (desaparecimento de seu primogênito) se transforma em guerreira e escreve uma participação contundente na história recente do país. Fez também em 2006 Se eu fosse você, em 2008 Pequenas Histórias e em 2012 Margaret Mee e a Flor da Lua.

Patricia também desenvolve trabalhos do outro lado da câmera, especialmente na produção e direção de cinema e música. Foi diretora do dvd Waldick Soriano ao vivo (2007) e do documentário Waldick, sempre no meu coração (2008). Em 2012, foi co-produtora de Construção, documentário de Carolina Sá.

Fontes
br.warnerbros.com/zuzuangel/
patriciapillar.com.br


Neste planeta abarrotado de gente, de desequilíbrio social e competição, somos primeiramente reconhecidos e identificados pela profissão e pela idade. Daí se deduz que somos credenciados pelo que fazemos. O tempo decorrido da vida de cada um baliza quanto durou essa realização, bem como aquilo que ainda somos capazes de fazer.

Nesses critérios de identificação, pouco importam os adjetivos ou características pessoais de quem é nomeado. Invariavelmente, é dessa forma que é feita a primeira avaliação. Outras informações poderão até valer, mas essa é a sequência.

Assim, contrariando a norma e invertendo a ordem estabelecida para reconhecimentos e homenagens, começamos dizendo que Patricia Pillar é incomparável. Além de amiga irretocável, parceira insubstituível, e, para os sortudos desta vida, encantadora namorada, ela ainda é uma louraça de fechar o tráfego.

Dito isso, a verdade é que, como se não bastassem as qualidades pessoais, Patricia é uma grande atriz. E, certamente, essa força como intérprete tem por trás a pessoa qualificada que ela é. Na contracorrente das apressadas avaliações pragmáticas contemporâneas, mais o tempo passa, mais se evidencia que antes do profissional que pratica seu ofício, há a pessoa. Com mais razão, quando se trata de um ator ou uma atriz que, para interpretar um personagem tem como referência principal suas próprias experiências e convicções.

Ah, quanto à idade, ela é e será sempre jovem.

José Joffily
Cineasta


Patricia Pillar was born in Brasília and moved to Rio de Janeiro where, while still in her youth, she studied at O Tablado theatre school. She was also part of the Astrúbal trouxe o trombone theatre group.

She premiered in theatre in 1981, and in television in 1985. Throughout her career in television, she worked in over 20 soap operas and tv series, always portraying striking characters.

Her first role in a feature film, in 1984, was in Para viver um grande amor. In 1991 she headlined A maldição de Sanpaku, by José Joffily, for which she received three Best Actress awards.

She then went on to work on The Nutty Boy: a Film, The Monk and the Hangman’s Daughter and O quatrilho, the latter being nominated for an Oscar, for Best Foreign Film. She played the lead role in Love & Co., for which she won, for the second time, the Best Actress award in Brasília Film Festival.

In 2006, Patricia played one of the most renowned roles of her film career, fashion designer Zuzu Angel, a woman that faced with a tragedy (the disappearance of her firstborn), becomes a warrior and writes a significant chapter part in the recent history of our country. In 2006 she also worked on the feature film If I Were You. In 2008, Short Stories, and in 2012 Margaret Mee and the Moonflower.

Patricia also works behind camera, mainly as film and music director and producer. She directed the music dvd Waldick Soriano ao vivo (2007) and the documentary Waldick, sempre no meu coração (2008). In 2012, she co-produced Construction, a documentary by Carolina Sá.

Sources
br.warnerbros.com/zuzuangel/
patriciapillar.com.br


In a world crowded with people, social inequalities, and competition, we are primarily identified and recognized by our profession and age. Thence, we are certified by what we do. The elapsed time in each person’s life beacons the duration of that realization as well as what we are still capable of doing.

Following this identification criteria, the adjectives or characteristics of whom we name are of little importance. Invariably, our first evaluation is made as such. Other information may be of accounted for, but the order of things is the one described above.

Thus, contradicting the norm and inverting the established order of recognition and praise, I shall start by saying that Patricia Pillar is incomparable. Besides being a flawless friend, an irreplaceable partner, and for those who got lucky in this life, an enchanting girlfriend, she is also a spectacular and head turning blond.

With that said, the truth is that, as if her personal qualities weren’t enough, she is also a great actress. And, certainly, the strength of her acting is a consequence of how qualified a person she is. In the countercurrent of rushed and pragmatic contemporary evaluations, the more time passes on, the more it becomes evident that prior to the professional performing his trade there exist a human being. And, even more so when the actress or actor in question is using her own experiences and convictions as a basis for interpreting a certain character.

And, regarding age, she is and always will be young.

José Joffily
Filmmaker